sábado, 30 de maio de 2015

VAMPIROS ENERGÉTICOS - A PRAGA DO SÉCULO XXI

E se lhe dissessem que os vampiros, afinal, existem? Não dormem em caixões nem nos sugam as carótidas: pior, sugam-nos vitalidade, deitam-nos abaixo, destroem-nos. Saiba já como descobri-los e como se defender deles.

 Edvard Munch

 Título da obra :Amor e Dor...

Suas obras estão impregnadas de obsessões, como a morte a solidão, a melancolia, o terror das forças  da natureza…  

Frutos da modernidade, ou lendas ?
 Ao observarmos o processo de mudanças na forma de agir e pensar que a sociedade sofreu e vem sofrendo, discutindo o processo civilizador e as consequências deste processo delimitando-se para a modernidade, que vem provocando profundas mudanças na sociedade e na forma de sua organização social., podemos dizer que podem ter aumentado devido ao stress . Mas talvez  eles sempre existiram há vampiros de toda forma: astrais e encarnados.
Mas aqui vamos falar dos encarnados que servem de canal e pasto para os do astral.
Um vampiro é um desalmado, isto é, os recursos de sua alma são quase que nulos, sendo assim, conscientes ou inconscientes, são como sanguessugas da energia vital, na maioria canais de abastecimento para vampiros astrais, principalmente larvas astrais.
Para detectar um vampiro energético basta estar com os sentidos atentos. Ele se aproxima da sua vitima manhosamente de maneira cordial e adulatória, passado alguns minutos a vítima sente-se fraca exaurida em suas energias vitais.
O vampiro sente-se novamente energizado, com as baterias recarregadas para esbanjar e servir o banquete aos vampiros e larvas astrais.
Quando o vampiro percebe que sua vitima não cai ou tem um mecanismo de defesa próprio, então parte para a agressão verbal e gestual, a fim de romper tal mecanismo de defesa com o intuito de obter uma carga rápida de energia vital. A vítima desatenta, após, sente-se exaurir e entra em colapso nervoso. Depois que se recompõe fica sem entender porque motivo foi agredida. O único motivo foi à fome selvagem do vampiro.
Este tipo de vampirismo energético é muito comum. Mas há vários tipos.
Mais interessante ainda são os vampiros cuja força necessária ao desenvolvimento de sua personalidade não é o bastante para a finalidade almejada. Assiste-se, então, à utilização de toda sorte de expedientes sob a forma do que se denomina super compensação, isto é, uma forma exagerada de certas propriedades e aptidões destinadas a enganar os que o cercam relativamente ao seu valor e a servir de protetor à sua fraqueza psíquica.
São as simulações dos medíocres, incapazes e deficientes mentais, recurso astucioso e suplementar de defesa ou "talento" dos impotentes para não sucumbir na luta de competição.
O intuito principal é sempre de ordem utilitária, tirar proveito, encontrar um ponto vulnerável de quem deseja tirar vantagem. Este ponto é a piedade, empanada pelo sentimentalismo ingênuo, pela credulidade, pelo sentimento de filantropia ou de solidariedade social. Neste sentido simulam miséria, invalidez, perturbações físicas, psíquicas ou mentais. Existem, ao contrário, os que "simulam saúde" para serem admitidos ou conservados em empregos e para não perderem prestígio em situações compensadoras.
Todos os tipos de vampiros utilizam a simulação para vencer a própria impotência. Alguns têm inteligência e conseguem enganar. A maioria, porém, põe à mostra a manobra astuciosa.
Os vampiros de "talento" são sempre insatisfeitos, não podem suportar a própria impotência em todos os sentidos e tudo fazem para ser algo entre os que o são de fato."São pessoas tóxicas, veja se não possuem algum tipo de vício ou compulsão (jogos, bebidas, drogas, sexo, comida) e se você perceber que não poderá ajudá-lo e conhecer os seus (é seu mesmo) limites, prepare-se para deixá-lo. Saia correndo!" (1)
Em grau menos pronunciado, verifica-se o vampirismo nas mulheres que tiranizam seus maridos com crises de lágrimas; os vampiros , influenciados , contaminados pela preguiça  que "chora miséria" para obter as graças altruísticas dos simplórios caritativos; as explosões de cólera de vampiros, crianças e adolescentes que por esse meio governam os pais; os vampiros excessivamente inflacionados que acham que a sociedade foi feita única e exclusivamente para servi-lo como escravos, os vampiros buracos negros, são os mais desalmados, que sugam tudo o que podem, ou melhor, roubam, pois são tão débeis em todos os sentidos que acham que tudo que foi criado pelo trabalho individual e coletivo, em todos os sentidos está aí para ser roubado por qualquer meio dissimulado.
Todo vampiro é um auto excluído do sistema universal das trocas justas. Portanto tem que tomar pela força ou pela dissimulação sutil os objetos de seus desejos, inclusive a energia vital alheia (o sangue) para se manter vivo.
O vampiro é o produto das aberrações humanas, é um ser doente, bizarro, desalmado, extremamente anti-social, individualmente e coletivamente.”  muitas vezes as pessoas “vampirescas” não percebem o efeito negativo de seu comportamento nos outros porque são egocêntricas, voltadas para si mesmas, com pouco interesse verdadeiro no que não lhe diz respeito. “Este egocentrismo pode ser devido a um traço de personalidade, uma disfunção psicológica, ou pode ser algo totalmente temporário que ocorre em momentos de estresse e crise. Mas, deve-se lembrar de que, no caso do estresse excessivo, uma vez que a crise passe, há um retorno ao funcionamento normal”, completa.” (3)
O negro de sua capa representa a sua capacidade de dissimulação para ocultar o vermelho sombrio de seus ressentimentos infinitamente odientos.
Suas vítimas são pessoas inocentes, tolas, incultas em relação as ciências psíquicas, mal preparadas e fracas que dão o "pescoço" para serem sugadas e por contaminação e  influencia tornarem-se também vampiros.
A mitologia vampiresca é denúncia velada de grave doença psicossocial.
Assim, só não percebe vampiros quem não quer, ou não tem olhos de ver...

Há mais coisas ocultas do que se possa imaginar.



domingo, 24 de maio de 2015

A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... Simplesmente, disse eu? Mas como é difícil! Mario Quintana

                                                       Michelangelo Buonarroti
                                            Detalhe da obra “A Criação de Adão”.


Hoje escolhi como tema a “Arte de conviver”, como diria Mario Quintana viver é simples ... Para tal começarei pelo milagre da vida , as ciências comprovaram que desde a fecundação ,quando o zigoto forma a sua própria “identidade genética”, olha que espetáculo, recebida do material genético vindo dos seus pais , a partir desse momento seu próprio material genético estará em condições de começar seu desenvolvimento. Sua personalidade a ser moldada, pelos pais, familiares e as situações circundantes.
 Outra concepção científica também é o fato de nós seres humanos sermos seres sociáveis. Precisamos de convívio e de interação, pois muito provavelmente esse foi um dos fatores fundamentais da sobrevivência do Homo Sapiens sobre os Neandertais.O que garantiu a raça humana.
“ Os cientistas acreditam que nosso encontro com os Neandertais se deu há 60 mil anos, depois que um grupo de Homo sapiens primitivo deixou a África e se estabeleceu na Europa e na Ásia. As condições da convivência entre as duas espécies não são claras. Mas o sequencimento do genoma neandertal, concluído em 2010, mostrou que genes desses hominídeos são encontrados em cerca de 3% do DNA de humanos modernos de fora da África – prova de que houve acasalamento entre eles e nós.
Essas duas espécies conviveram prova disso esta no DNA, agora a relação dos Neandertais terem sucumbido,pode ser  simplesmente, ao grande número de Homo sapiens que se instalou nos mesmos espaços. Conviver gera conflitos, mas não existem estudos comprovados que uma raça exterminou a outra, acredita-se que provavelmente foi uma questão da evolução natural. Olhe o equilíbrio...A aceitação...O respeito...
Hoje diante da modernidade e da tecnologia, onde tudo se encontra no imediatismo, gerando a impaciência e a pressa! É  comum colocar que no nesse mundo  identificamos   muitos aspectos por um crescente desapego nas relações interpessoais, individualismo exagerado, cultura do hedonismo e do consumismo e um desinteresse pelos fenômenos sociais, o que demarcam as subjetividades em uma realidade do consumo, isso já foi citado em uma das minhas falas . Infelizmente no mundo de hoje  perpetua-se  um ideal ilusório de completude que leva pessoas infelizes a se portarem como se fossem felizes, por meio da busca de objetos transitórios ofertados como promotores de felicidade, mascarando o desprazer.
Esse mecanismo gera frustração conflitos e desequilíbrio, deixando as pessoas irritadiças de difícil convivência. Pois muitas não aceitam a opinião do próximo, se acham  as donas da verdade e acabam gerando conflitos , por onde passam.

 Conviver não pode ser vista apenas como um desafio, mas também uma aprendizagem significativa. Já que teremos que aprender a lidar com as nossas, emoções, sentimentos, apegos, aceitações o que nos encaminha – quando a resposta é saudável – à maturidade e à autêntica felicidade. Mas quando a resposta não é saudável? O que é a nossa realidade!
Primeiro, precisamos aprender a aceitar as pessoas como elas são independente,  de gostarmos ou não é uma questão de respeito! Não podemos nos deixar levar só pelos impulsos irracionais e imediatistas. Se minhas ações não forem coerentes, ou se minhas reações forem precipitadas ou injustificáveis, então os outros vão fazer um modelo de que sou uma pessoa confusa , incompreendida e até desequilibrada.
 Muitas vezes situações como essa geram conflitos internos e passamos a ser  escravos de nós mesmos , a mercê do que a “sociedade “ espera de nós,  ou pior, das nossas frustrações e murmurações , a frustração e provavelmente a infelicidade. O que torna não só a vida da pessoa insuportável,  mas de todos que a rodeiam...
Para fechar é importante colocar que para conviver exigem-se  regras de conduta e ética, é importante reconhecer que as vezes faz-se necessário alterarmos nosso comportamento para nos ajustarmos a sociedade que vivemos, isso não é ser “igual “ a ninguém! As pessoas que nos cercam fazem um "modelo" daquilo que somos através das nossas ações e reações diárias às diversas situações a que somos submetidos. Então o equilíbrio e o bom senso sempre tem que estar presentes em nossas ações e principalmente reações. Lembrando sempre que : Cada pessoa é um ser único no mundo, com uma história de vida própria somente por ela experimentada. Ninguém vai sentir a sua dor, mas isso não significa que podemos sair, descontando nos outros os nossos problemas.
A chave esta no respeito, mesmo que não haja a aceitação, você tem que respeitar que cada um é um ser único, não sabemos ao certo o que passa na cabeça de quem esta ao seu lado. Equilíbrio, sempre, contar até dez, pensar antes de qualquer atitude... Aristóteles dizia, que à  “justa medida” entre os extremos, a busca pelo equilíbrio, deveria ser uma constante.  Segundo ele, a virtude do equilíbrio, deveria ser praticada no dia-a-dia, para ela ser aperfeiçoada, treinada e regularmente aferida. Entre a carência e o excesso, encontrar um ponto de equilíbrio, no fundo, é conquistar um lugar “não chato” de viver bem a vida.
      Encontrei isso e acho legal compartilhar , já que é possível conviver bem com qualquer pessoa. Que tal algumas dicas para começar

 * Não conte sua vida pessoal para todos os colegas,
 * Evite saber e fazer fofocas no trabalho,
 * Não julgue ninguém,
 * Se puder ajude, quem quer que seja,
 * Cumprimente a todos, sem distinção,
 * Dê atenção às pessoas, independente do cargo que ocupam,
 * Não repare nos outros- viva sua vida, faça seu trabalho e evite reparar nos demais.

Para finalizar uma frase de um dos meus autores preferidos:
Encontrar em cada pessoa
as características que a diferenciam
dos outros é conhecê-la.
(Hermann Hesse)




domingo, 17 de maio de 2015

A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente Rubem Alves

Obra do Surrealista , René Magritte, Memória

Bom dia! São exatamente 9: 13, de um domingo bastante frio..Ainda me encontro repousando...Hoje começarei diferente , nem percebi na correria do meu dia a dia que passou o primeiro aniversário do meu blogger, 08 e maio. Veja bem falei em correria, isso que eu moro em uma cidade pacata, demoro em medida 5 minutos para chegar até os meus “empregos”, porém um detalhe, trabalho no que gosto! Bastante, porém com muita paixão!
Desde pequena, deveria ter 07 anos ficava na varanda na VÓ Rosa, em São Paulo e olhava aquele monte de janelinhas e pensava ?_ “ Quem mora naquele lugar? Será que as crianças brincam como eu? Será que eles são felizes? Criava historinhas e fazia bonecas de papel, aliás , já faz muito tempo mas lembro que existiam bonecas de papel que você trocava a roupa...Eu amava brincar , principalmente quando a minha imaginação era ativada, criava situações para cada  personagem.Tive uma infância feliz , uma adolescência repleta de livros e mais uma vez eu gostava de mexer com a questão da imaginação, sempre ficava criando finais , ou mudava quando aquilo não me agradava. Cresci, e hoje estou aqui, continuo gostando de ler de Arte, de animais... Bem, meu trabalho faz com que conviva com gente, sou professora e sem você desejar ou não acaba se envolvendo com a “história” de cada ser que esta dentro da sua sala. 
Foi dessas reflexões e observações das pessoas ao meu redor e das minhas próprias experiências em busca de respostas, ou para amenizar as frustrações , que todos sofremos dentro da nossa existência e nos alimenta a ser cada vez melhor que nasceu a necessidade de escrever. Principalmente sobre a Modernidade, sobre essa nova era que estamos “sobrevivendo”, em meio a tantos conflitos, entre as sociedades, sequestros, desemprego, corrupção, abuso de poder, epidemias, e desastres naturais sem falar das questões religiosas,  da ética, ou falta dela ,  da política, moralidade, e a violação dos direitos humanos...E tantos outros...
Posso estar errada , pois o que é a verdade? Veja como funciona hoje na imaginação das pessoas ideologicamente manipuladas a realização da felicidade : Não há dificuldades em obtermos prazer e satisfação, pelo menos é o que passa pra nós os novos valores éticos, principalmente a mídia manipuladora. Basta pensarmos e a aquisição de poder e sucesso é imediata a qualquer custo.  As relações agora são baseadas em ganhos, nada de perdas.O sucesso é medido em números!
Veja na modernidade pequenas ações de solidariedade estão ausentes da nossa rotina diária, como o respeito e a empatia. Pisoteamos os bons modos, ao ponto que até mesmo um sorriso vizinho é alvo de hostilidade; não em uma cidade simpática e acolhedora como a que eu moro, mas em uma cidade grande as pessoas mal se olham, ao se cruzarem seus caminhos.
Além do que o mundo globalizado e competitivo, exige cada vez mais de nós ultrapassar limites, ser cada vez mais rápido nas tarefas do dia a dia, ter excesso de confiança, um corpo perfeito, estar conectado em todas as redes sociais...Bem, Ultrapassar seus limites concordo , a partir do momento que você reconheça até onde vai o seu limite? Cada indivíduo é único, será que a Educação esta contribuindo para a criação dessa nova “pessoa”? Excesso de confiança, ser um perigo, pois nem tudo depende exclusivamente de nós! Daí que nascem as frustrações, os conflitos familiares, e até a violência, ter a qualquer custo.
Tenho observado, que geralmente os medos e conflitos que nos perseguem acontecem ou na infância , quando os pais colocam a criança como um semideus e na verdade ela pode cometer erros , não ser aceita no grupo, não ter realizado os seus desejos imediatamente...Outra característica da Modernidade o Imediatismo! Essa criança nem sempre vai relatar em casa o seu fracasso, então vai sofrer mais tarde de falta de autoestima que vai gerar medos, insegurança, ansiedade, que dependendo do grau causa falta de concentração. Pronto, rotulam o indivíduo com, tem falta de atenção,não aprende.
Na adolescência, naturalmente esse período se constitui por comportamentos típicos de uma fase conflituosa, como dificuldades de administrar o tempo, reconhecer seus desejos e diferenciá-los dos demais, além da confusão de estar perdendo suas peculiaridades infantis, apesar da adolescência estar começando cada vez mais cedo. Nesse período o jovem vivencia um sentimento de fracasso ou impotencialidade de lidar com o mundo externo, sendo aceitável que o adolescente passe por crises... Todo esse quadro gera o adulto que somos hoje!
Isso não é uma lei, mas pode acontece, o importante é buscar a origem, as causas dos nossos medos frustrações, problemas. Já que diante de todos esses aspectos , mais o imediatismo da modernidade, a busca do sucesso a qualquer preço, e a vida estressante. Se o indivíduo não for uma pessoa bem estruturada psicologicamente, poderá sentir dificuldades em qualquer outra área da sua vida... Tornando-se insatisfeito...
Podemos mudar esse quadro, devagar é claro, pois todas essas sensações estão enraizadas na nossa mente, em primeiro lugar tentar focar no presente! Viver cada dia,  um de cada vez, quando a pré  ocupação da sua mente o acometer , afaste-a com um pensamento bom. No começo será uma tortura! Depois quem sabe você não poderá planejar a sua semana? Quando conseguirmos fazer isso o medo , a ansiedade e as frustrações diminuirão,  quando há o enfrentamento direto do problema. Ou seja, se a dificuldade estiver no futuro e distante, a inquietação não vai passar. Não tem muito segredo, é só mentalizar que os problemas lá na frente não podem ser tão grandes assim. Infelizmente, não existe uma forma mágica para diminuir a ansiedade, mas o mecanismo é meio parecido com o do pensamento positivo. Pensar que as coisas vão dar certo diminui o pensamento catastrófico e, assim, a ansiedade e nossa insatisfação.
Caminhando...Sempre!



sábado, 9 de maio de 2015

O sentido da vida II

Paolo Uccello


São Jorge e o Dragão

A incapacidade de gozar quando é tempo de gozar. "Desde muitos séculos, são Jorge fora um habitante da Lua. Romântica quando vista da Terra, a Lua era a arena de uma batalha diária entre o santo guerreiro e o dragão da maldade.
Todas as manhãs, ao acordar, são Jorge sabia: havia uma missão que só ele poderia cumprir. Era esse sentimento quase religioso de missão e de dever que dava sentido à sua vida. Bem que ele poderia ter matado o dragão séculos antes. Mas ele sabia que, se matasse o dragão, sua vida se transformaria num tédio sem fim: nada pra fazer, nenhuma missão a cumprir. Sua máxima espiritual era "Pugno, ergo sum": luto, logo existo.
São as batalhas que dão sentido à vida. Aconteceu, entretanto, algo de que ninguém suspeitava. O dragão era, na verdade, uma linda donzela que uma bruxa invejosa havia enfeitiçado e mandado para a Lua. Mas como todo feitiço tem um prazo de validade, chegou também o dia quando a validade do feitiço chegou ao fim e o feitiço se desfez: o horrendo dragão foi transformado numa linda donzela. São Jorge, que tudo ignorava, acordou na manhã daquele dia como acordava todos os dias, determinado a cumprir o seu destino -combater o dragão. Com lança, armadura e espada, saiu o guerreiro no seu cavalo.
Mas qual não foi o susto quando, em vez de um dragão, o que o esperava era um ser totalmente estranho a ele: uma linda donzela. E a donzela, com suas vestes entreabertas, o recebeu com palavras de amor e gozo: "Venha, Jorginho, provar do meu carinho e do mel dos meus beijos..."
São Jorge ficou paralisado de susto e medo. Não sabia o que fazer. Essa entidade estranha não estava registrada na sua memória. Não lhe fora ensinada na escola. Fora educado a vida inteira para a batalha. Era a batalha que dava sentido à sua vida. E agora ele se defrontava com a possibilidade de simplesmente gozar sem nada fazer... São Jorge nem desceu do seu cavalo. Voltou para onde viera triste e deprimido, com saudades dos tempos do dragão.
O dragão dava sentido à sua vida. Ele definia a sua identidade: ele era um guerreiro... Agora, perdida sua identidade de guerreiro, sua vida havia perdido o sentido. Não lhe fora ensinada na escola a arte do gozo, de não ter deveres. Sua vida tornou-se então um grande vazio. Quanto à linda donzela, ele olhava para ela e tinha uma saudade imensa dos tempos do dragão... 
 http://www.velhosamigos.com.br/Colaboradores/Diversos/rubemalves.html#SAOJORGE
s.com.br/Colaboradores


/Diversos/rubemalves.html#SAOJORGE


  
  Nesse novo momento , em Sentido da vida II, não estou me referindo apenas as relações entre "homem e mulher",mas as relações interpessoais, quando somos capazes de manter relações com nossos próximos de forma positiva, sem gerar conflitos.  Individualismo exagerado, cultura do hedonismo ético , como a sua origem na antiga Grécia hedonikos, que significa "prazeroso", já que hedon significa prazer, onde  a busca excessiva pelo prazer como o propósito mais importante da vida. Qual seria esse prazer? O prazer no consumir desenfreado, na vaidade sem limites,  na busca das relações pessoais  por interesse como uma troca  , o  desinteresse pelos fenômenos sociais que nos cercam , como a real situação mundial!Ou até mesmo da nossa cidade , aliás a caridade começa em casa.Isso acaba por  demarcar as subjetividades em uma realidade do consumo, fama , poder e glória a qualquer preço. Isso é passado pela mídia aos nossos jovens á todo momento.
O homem de hoje é  aquele que “possui”O TER SUBSTITUIU  O SER" . Não existem mais acordos feitos com fio de barba, agora é necessário o papel.Aliás aquele que aceita tudo até as mentiras. Hoje fazemos um papel para fazer um negócio e amanhã podemos fazer outro para desfazê-lo sem remorso algum .Onde estão os valores sociais?  A ética a cidadania, a nossa palavra...
 Mesmo que sejamos frutos da Modernidade onde o indivíduo apresenta uma instabilidade dos desejos e uma insegurança que influi em uma busca, em um consumo constante, como forma de sustentação que lhe oferte felicidade .As vezes precisamos ter a coragem de romper as barreiras arrancar essa  armadura imposta,seja pelo social, pela mídia, ou até pelas nossas relações com o meio que nos circunda...E por nós mesmos , pois a nossa necessidade de ser aceito é muito grande. E finalmente deixar o medo de lado, expor o nosso verdadeiro  eu. Assim teremos a chance de sentirmos o prazer de deixarmos  pela felicidade invadir a nossa alma...
Essa batalha pode muito bem ser comparada com a  que , São Jorge travou contra o dragão, que se deixou influenciar por falsas verdades que lhe foram impostas, durante toda a sua vida, sacrificou o seu amor por medo da mudança. O terror invadiu a sua alma e  o paralisou impedindo-o de  viver! Será  que também estamos "enfeitiçados"? Bem minha esperança é que tem validade...
Convido você a refletir. Sobre os seus valores atuais. Sobre o que esta fazendo da sua existência? Se há necessidade de se sacrificar tanto trabalhando o dobro para manter um status...Ou , se isso acarreta deixar de lado as pessoas que lhes são caras... Ou ainda porque nos preocupamos tanto com os outros, viver em sociedade não quer dizer que você tem que ser igual a ninguém!Claro que existem regras , leis , crenças.Mas porque seguir a moda do momento? Frequentar determinados lugares pois estão em alta? Isso é deixar-se levar pela massa... Não é fazer o que lhe da um prazer real e verdadeiro.
Amo uma música que se não me engano é da Rita Lee e do Arnaldo Batista.
Balada do louco....
Dizem que sou louca por pensar assim
Se sou muito louca por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz e não é feliz
Não é feliz
Viver em sociedade significa ser uma pessoa comprometida com seu tempo, aprendendo a conviver com as regras e valores que nos cercam, sempre buscando viver de forma ética , driblando os conflitos...Nossa ...Realmente fica complicado...
Bem por hoje é só....Arline

domingo, 3 de maio de 2015

O sentido da vida.... Qual o sentido da sua vida!?

René Magritte : A Condição Humana

"O homem, por força de sua dimensão espiritual, pode encontrar sentido em cada situação da vida e dar-lhe uma resposta adequada. Victor E. Frankl

Dia desses me deparei com esse questionamento, pois não tenho vergonha de expor que a depressão pode acometer qualquer um! Hoje ao assistir o Padre Marcelo ele mesmo assumiu ter passado por isso. A vergonha deveria estar em te medo de enxergar as suas fraquezas, e é claro buscar a solução, não adianta deixar sua mente se deixar pelas “murmurações”. LUTE!
 E  desde então comecei a procura  dentro do meu interior e também busquei alguns livros e artigos e achei um livro excepcional : “ Um homem um busca de um sentido” Victor E. Frankl.  E descobri com a leitura que a resposta não esta só dentro do meu ser mas também no mundo que me cerca...E em como eu me relaciono com ele.
Trata-se da história de um médico  psiquiatra , que viu sua família ser dizimada em Campos de Concentração exceto a sua irmã  e vivenciou experiências em Auschwitz “onde seres humanos eram tratados de modo pior do que se fossem animais ele se viu reduzido aos limites entre o ser e o não ser  Frankl E. Victor pag.04 . No livro ele fala claramente da situação diante da fome , da indiferença, da perseguição da morte, do sentido da sobrevivência e também do simples prazer tirar do bolso um pedacinho de pão guardado da noite anterior e mastigá-lo todinho , antes de dirigir-se aos trabalhos forçados . Leiam o livro! Vale a pena!
Mas a questão  agora , esta em relacionar nossa existência a um sentido!Se existe resposta esta dentro de cada um de nós consciente ou inconscientemente ,obviamente, em relação a sua vida e o seu universo circundante. Também tem a problemática de como lidamos quando as nossas expectativas em relação a nossa existência não cumprem os rumos que idealizamos. Podemos idealizar? Programar o futuro, escrever, fazer planos e esperar que tudo saia como você sonhou desde pequenino...
Realmente, não sei mais... Diante do mundo atual, da violência gratuita, das políticas, da modernidade e da tecnologia que nos trouxe muitas coisas boas, porém Essa modernidade nos estimula a registrar digitalmente momentos que deveriam ficar registrados em nossos corações. Personalidades ligadas por aparelhos. Não existe mais o famoso diálogo olho no olho! Eu tento  usar essa tal modernidade para disseminar meus pensamentos para  relações pessoais humanas, que não estão nada fáceis diga-se de passagem...
Agora se existe uma  resposta exata , realmente não sei, eu estou apenas na busca , como acredito que milhares de pessoas passam por conflitos e se questionam: Por que comigo? O que eu fiz para merecer tal coisa!
Agora começo a compreender de forma mais clara, por que nós não temos domínio total sobre tudo, o mundo é feito de consequências que às vezes fogem do nosso alcance. Mas um elemento fundamental para tornar nossa existência mais leve em momentos de crise é a fé! Isso na minha opinião, já que em seu livro Victor E.  Frank ,  não se reporta a nenhuma religião mas fala da espiritualidade. O que é a espiritualidade senão a fé! A religião , que  vem do latim ¨religare¨, tem o significado de religação. Essa religação se refere entre uma nova ligação entre o homem e Deus.
Foi também o criador uma vertente da psicologia  a "Logoterapia concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por este sentido" (Frankl).” A logoterapia, ou terapia do discurso – trata-se de um conjunto de esquemas lógicos usados para desmontar os subterfúgios com que a mente doentia procura eludir a questão decisiva: a busca do sentido.A vida tem que ter um sentido... O seu trabalho, a sua família, o bem que você espalha , sorrir , levar alegria...”
Outra prova disso da questão da fé é que  li em um artigo de Olavo de Carvalho: Frankl observou que, de todos os prisioneiros, os que melhor conservavam o autodomínio e a sanidade eram aqueles que tinham um forte senso de dever, de missão, de obrigação. A obrigação podia ser para com uma fé religiosa: o prisioneiro crente, com os olhos voltados para o julgamento divino, passava por cima das misérias do momento.
(Publicado na revista Bravo! de novembro de 1997, e reproduzido em "O Imbecil Coletivo II")
A questão é colocar isso dentro dos tempos atuais da modernidade , qual o sentido que os jovens estão dando a sua vida!? E nós? O que estamos passando para eles, eu sempre me faço essa pergunta , pois sou uma Educadora!E me preocupo em passar algo mais que conteúdos...Sendo que , não podemos ser uma farsa , assim  nunca conseguirá transmitir seus sentimentos ...Pois tudo será uma grande mentira...
E o que são a  felicidade e o sucesso, nada mais  que consequências das nossas escolhas, de como você, eu e nós  vemos , encaramos os nossos problemas. Eles estão fora do seu eu. Como lidar com eles? Lamentar ou enfrentá-los!? Por pior que seja sempre haverá uma solução , e deixar a negatividade e as murmurações tomarem conta , nunca a encontrará. Concentre-se no  sentido específico da vida no dado momento, sua responsabilidade diante da sua existência. Mesmo em  crise é necessário transformar uma tragédia pessoal num triunfo, em converter nosso sofrimento numa conquista humana. Victor Frank p. 07
Isso não é uma receita de bolo, são apenas reflexões de uma pessoa em busca de suas realizações.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Estresse ...O assassino silencioso



http://objetoslujosos.com/Fotografias-surrealistas-digitales-de-lujo/286



Em muitos momentos de sua vida uma pessoa pode viver situações difíceis e de sofrimento tão intenso, que pensa que algo vai arrebentar dentro de si, que não vai suportar. Hoje falaremos do sobre isso que vem seguido das  pré- ocupações que tanto nos atormentam. Chegamos a pensar: “estamos sem chão”
Geralmente isso ocorre quando passamos por situações altamente estressantes, uma doença na família, problemas no trabalho , perda de um ente querido, reconhecer que aquela pessoa que você tinha em alta estima não merece mais a sua confiança, problemas nos relacionamentos interpessoais e pessoais ...Para muitos pode parecer tão pouco, mas se você se encontra em um desequilíbrio emocional , você certamente desmoronará!
Vejo isso a minha volta , as vezes sinto isso, não só nos adultos , mas em crianças também.  Ligue a televisão olha o descontrole emocional! Quantas jovens não foram mortas por não querer ficar mais com seus companheiros, meninas sendo atacadas por colegas de sala porque são bonitas.  Isso é controle emocional!? Vivemos uma situação estressante...Mas tem solução...Tudo tem solução, mas o caminho nem sempre é tão fácil.
E a tendência pelo meu ver não parece a das melhores . Mas  o que vem a ser  o estresse : o estresse corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio, veja bem o mundo em que vivemos ...Um mundo onde cada um pensa apenas em si , isso é fruto da atualidade, uma questão da própria modernidade uma luta entre o “ego” que controla nossa moralidade e o “id” que refere-se as nossa satisfações e a questões de sobrevivência... Um não vive sem o outro, segundo Freud. Nossos valores, aliás, vamos reformular a questão: Quais são os valores da sociedade atual? Existem valores?O que estamos realmente passando para as gerações futuras?  Qual a contribuição da mídia, hoje na sociedade?  Infelizmente a de reforçar valores como o ter ao invés do ser, onde o vilão vence, onde as pessoas fazem o que desejam e não são punidas, mesmo quando aquilo que fizeram é errado. Trata-se, portanto, de uma interação entre a agressão e a resposta, entre o seu universo circundante e você o se “eu”. Você acaba recebendo tantas informações, seu cotidiano é tão corrido. Pois a modernidade exige de nós que trabalhemos em função do ter! Que acabamos entrando em um processo destrutivo onde nos sentimos agredidos e nossa resposta passa a ser agredir... inconscientemente...Não só o seu próprio mas também a si mesmo.Pois acabamos ficando doentes.
Mas como eu já disse nem tudo é um horror, que existe certo nível de estresse que é normal e até importante para a defesa do organismo, ao qual denominamos de eustress. O perigo para o organismo passa a ocorrer quando a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal se torna crônico e repetido. Nesse momento, começam a surgir às alterações patológicas causadas pelo nível constantemente elevado desses hormônios.

Cientificamente no estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), e provocando um aumento da secreção de hormônios corticosteroides. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteínas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.
Essa descarga dupla de agentes hormonais de intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticoides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizar essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse.


Solução: Controlar as emoções! Como? Cada um buscando a sua válvula de escape, a ajuda de um profissional, o apoio incondicional da família, dos amigos do companheiro. Todo está no mesmo barco!Eu escrevo... Uma dor  se torna bem menor quando dividida e me da a alegria também, pois acredito que o que escrevo pode servir pra alguém...Beijos