quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Quem nós somos? Ou o que desejamos que os outros pensem que somos?

 
William Shakespeare: Ser ou não ser, eis a questão...

Nasci na década de 1965 , não frequentei o Jardim da Infância, como era chamado nessa época por influência do Educador Froebel, que  abriu o primeiro jardim de infância, onde as crianças eram consideradas como plantinhas de um jardim, do qual o professor seria o jardineiro; como as outras crianças. Meus primeiros anos no convívio escolar foram “de pânico”, tinha medo de tudo, não me ambientei a princípio, só na 3° série comecei a conviver e fazer “amiguinhos” diferentes. Depois passado algum tempo passei a amar escola e estudar, entanto que decidi fazer magistério e fui durante 10 anos professora primária 3° série e professora de Arte até o presente momento...Estou tentando colocar a importância das relações sociais de uma pessoa na sua formação emocional e psicológica em “lidar” com as adversidades para ter sucesso no  “mundo da convivência social”. Minhas relações interpessoais sempre foram boas, mesmo citando o episódio da escola, o qual foi sanado.
 Mas acredito que minha espontaneidade, e agitação atrapalharam e ainda fazem a diferença em algumas situações. Pois confesso ser uma pessoa “inquieta”, ansiosa. Isso infelizmente gerou problemas reais na minha vida! E ainda geram... Em relação ao convívio.  As pessoas que nos cercam fazem um "modelo" daquilo que somos através das nossas ações e reações diárias às diversas situações a que somos submetido, ninguém é uma máquina programada a ter as mesmas reações , assim acredito eu! E infelizmente devido as características de uma pessoa “ansiosa“, as minhas reações e de qualquer pessoa assim, podem ser precipitadas a princípio... Mesmo que seja em frações de segundos acabamos sendo vistos e tachados como atrapalhados... O mesmo pode ocorrer com uma pessoa ao contrário da minha natureza,  por exemplo uma pessoa muito introvertida e fechada provavelmente terá problemas de se comunicar adequadamente com seus colegas, sempre calada e tímida , ela acabará sendo isolada do grupo! Em ambos os casos a situação é ruim, pois a aceitação ...Enfim...
Agora lhes pergunto: alguém é capaz de saber o que realmente se passa dentro de cada um de nós? Do nosso cérebro? Conhecer as nossas emoções? Somos julgados pelas nossas ações e acabamos por pré – julgar os outros também....

Aristóteles dizia, que à  “justa medida” entre os extremos, a busca pelo equilíbrio, deveria ser uma constante.  Segundo ele, a virtude do equilíbrio, deveria ser praticada no dia a dia, para ela ser aperfeiçoada, treinada e regularmente aferida. Entre a carência e o excesso, encontrar um ponto de equilíbrio, no fundo, é conquistar um lugar “não chato” de viver bem a vida.


Ainda nesse artigo, muito bom! Que deveria ser lido por todos, pois fala da questão dos “rótulos” , ele cita que não a coisa mais chata que uma pessoa “equilibrada”.




Meu blogger é fruto da necessidade de compartilhar sem medo ou culpas. Outra característica presente em pessoas “ansiosas”, sentimento de culpa. Minhas experiências e garantir que o sucesso não esta em como te enxergam e sim em como você acredita que você é! Salientando que esse é um fenômeno ”ansiedade”, esta presente no ser humano desde a época das cavernas e estudos mostram que inclusive garantiu nossa sobrevivência da nossa espécie:


A ansiedade garantiu a sobrevivência da espécie humana até hoje: o antigo homem das cavernas, constantemente ameaçado pelos predadores naturais, tinha de estar sempre alerta para salvar a si e aos outros. Hoje, com abrigo e comida muito mais acessíveis, o panorama mudou, as situações ameaçadoras são diferentes, mas a capacidade de enfrentamento é a mesma.


Realmente não é tão relevante o que as pessoas pensam sobre nós... Mas sim o que nós pensamos sobre nós mesmos! Ou ainda o que fazemos com o que pensam sobre nós! Em um primeiro momento não podemos nos deixar cair nas armadilhas “emocionais”, sermos pegos pelas nossas fraquezas e pensamentos negativos de qualquer ordem. Precisamos  usar da nossa força de vontade “racional” sanando aos poucos  nossos problemas de ordem emocional. Isso aos poucos vai sendo refletido em nossas atitudes, e a mudança não deve ser para agradar ao próximo, mas sim a nós mesmos.  Escrever é fácil, mas é o primeiro passo para começarmos a praticar! Aos poucos nossa autoconfiança se fortalecerá!  
Viver em sociedade ,significa respeitar os limites do próximo. E não dar importância para o que esperam ou pensam de nós! Somos seres únicos e completos! Precisamos fortalecer nossas emoções! A partir do momento que nos deixarmos levar pelo julgamento dos outros, ficaremos a mercê do meio social, que infelizmente esta corrompido por falsos valores e ideais. Que com respeito alguns eu me recuso... A falta de respeito significa que a regra número um foi quebrada, respeitar o limite, o espaço de cada um dentro do universo é fundamental inclusive para a construção de um mundo melhor!
Esse não é o Plano de Deus. Assim acredito eu!


Transtornos Ansiosos e do Pânico
Sendo a Ansiedade uma grande mobilizadora de distonias (desarmonias) do Sistema Nervoso Autônomo, a sintomatologia do Transtorno de Ansiedade é rica em elementos físicos e vegetativos (internos e autônomos). Portanto, neste tipo de transtorno encontramos não apenas uma sintomatologia psíquica mas, sobretudo, física.

Sobre a sintomatologia geral, recomenda-se a observância de pelo menos SEIS dos seguintes 18 sintomas, quando frequentemente presentes:
01 - tremores ou sensação de fraqueza
02 - tensão ou dor muscular
03 - inquietação
04 - fadiga fácil
05 - falta de ar ou sensação de fôlego curto
06 - palpitações
07 - sudorese, mãos frias e úmidas
08 - boca seca
09 - vertigens e tonturas
10 - náuseas e diarreia
11 - rubor ou calafrios
12 - polaciuria (aumento de número de urinadas)
13 - bolo na garganta
14 - impaciência
15 - resposta exagerada à surpresa
16 - dificuldade de concentração ou memória prejudicada
17 - dificuldade em conciliar e manter o sono
18 – irritabilidade