Salvador Dali _ Metamorfose , A árvore e o livro
O movimento da “modernidade acabou por romper , quase que
totalmente com a carta de São Paulo, aos cidadãos da comunidade de Coríntios. A
principal ideia dessa carta, redigida a essa comunidade : era de que diante de cada um de nós, o mundo se apresenta com tantas possibilidades,
que teoricamente tudo nos é permitido fazer, mas que por isso mesmo, é preciso
discernir e ter clareza do que queremos para nossa vida.
Desde que o homo sapiens iniciou a sua caminhada sobre o
planeta ele percebeu que para garantir a sua sobrevivência era preciso aprender
a conviver...Vivemos em condomínio... A palavra condomínio vem do latim,
condominium, e é um termo composto de cum (com) e dominium (autoridade). E essa soberania , autoridade é exercida em
comum por dois ou mais indivíduos , observa-se aqui então a relevância de uma
convivência pacífica...
Para os antigos Gregos a palavra “agonia “ significava a
“luta”. Todos nós travamos
uma luta interior, a cada dia , entre os
nossos interesses o “ego” ,e o discernimento, já que nem sempre nossos pensamentos são lúcidos , Podemos
as vezes cairmos nas artimanhas do ego. Caso
façamos apenas o que desejarmos, sem
raciocinar sobre nossos atos e consequências ...O resultado poderá ser que cada
indivíduo acaba escavando para si próprios medos, solidão, fracassos, tristezas
e decepções.
Quando somos protagonistas da nossa própria história , “percebemos
o mundo a nossa volta” e damos mais importância a interpretação dos
acontecimentos que aos fatos ocorridos, obtendo assim um pouco mais de sucesso...Mas nem sempre isso acontece...Pois
somos levados pelas artimanhas do “ego” , dos nossos desejos mais primários ,
na busca da nossa “satisfação” . A modernidade nos fascina com a
permissividade moderna , enraizada nas novas gerações, há uma fome de fazer tudo
sem se preocupar nas consequências...
Ao usarmos a palavra “protagonista” logo ligamos a filmes, ao
teatro , as novelas e seriados... Essa
palavra vem do Grego PROTAGONISTES, “ator que desempenha o papel principal numa
peça”, de PROTOS, “primeiro”, mais AGONISTES, “ator, competidor”, de AGON, “competição”.
Mas, a todos nós é possível controlar o nosso “ego” , precisa – se de muito exercício mental:
lembrando que as regras foram feitas para nos ajudar , e a própria sociedade,
nós que a criamos . Talvez não estejamos prontos para vivermos sem
elas. É uma forma de melhorar a nossa
convivência em grupo. No nosso dia a dia, travamos verdadeiras lutas para não cairmos
nas artimanhas do “ego”! Com o tempo e a maturidade vai ficando mais fácil.
Lembrando que não ficamos velhos, muito menos gastos ou “acabados”, como a
sociedade nos colocou. As marcas deixadas pelo tempo em nossos rostos deveriam
ser sinais de orgulho! Coisas se gastam , objetos são usados. Pessoas amadurecem . Seria interessante pensarmos como
se fôssemos livros: a cada ano que passa, fazemos as devidas correções e uma nova edição do nosso próprio ser surge ! Renovada
! Ficará mais confortável se pensarmos assim...Pois os anos passam para
todos, depende de como cada ser enxerga.
Hoje , com o
rompimento da premissa : Tudo posso , mas nem tudo me convém ...Acabamos
ficando a mercê dos nossos desejos e caprichos, em nome do status , aceitação...Segundo
o grande pensador Polonês, Zygmunt
Bauman , pesquisador nas áreas da sociologia , da filosofia e ciências : “O ser humano, está ancorado no discurso
consumista, vive a sua vida sem se questionar sobre o que realmente acontece à
sua volta. Vive-a como espectador, não como protagonista” da sua historia.
Nessa nova relação social inclusive os laços afetivos se
tornaram , cada vez mais vulneráveis ,
já que a inclusive a ideia mercadológica passa a intervir em nossas relações ,
o ser humano passa a “coisificação” , a materialidade, nunca a sociedade encontrou-se tão ansiosa e
insatisfeita. Em seus relacionamentos ou consigo mesmas. As próprias pessoas acabam sem perceber se transformando em
mercadorias , pois o interesse impera , lembremos “logo tenho , logo existo” . É um movimento de compra/descarte/substituição,
em nome de status e posição.
Passou-se a ter uma vida onde nós antes protagonista , passamos a antagonista da
situação criando rivalidades frívolas, comandadas pelo nosso ”ego manipulado”,
pelas artimanhas do consciente coletivo,
em que todos nós estamos inseridos...O cunho mercadológico passa a coisificar
pessoas, relações e inclusive as ideologias vigentes...
Frase da postagem: compra/descarte/substituição,
em nome de status e posição...Uma vida frívola .
Agora a escolha é sua!




